12.1.09

Caminho

Caminho.
Pois é o que me resta
Nesse viver sozinho.
A única fuga,
O último carinho
Que vem depois da festa
E o meu pranto enxuga
Devagarinho.

Caminho.
Porque nada mais tenho
Nesse torvelinho
Que vem de madrugada
E deixa em desalinho
As dores porque venho,
De luz apagada,
Chorando baixinho.

Caminho.
Porque não há saída.
Se eu paro: definho.
Vou seguindo em frente,
Fugindo do espinho
Que guarda a flor da vida
E fere, impunemente,
Quem cruza o seu caminho.

Caminho.


Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra.

5 comentários:

Gleidston dias disse...

Um belo poema,introspectivo cheio de lirismo,gosto muito desse estilo de poesia.

Uma otima semana pra voce.

Abraço!

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDO FREDERICO, BELO POEMA, UM POUQUINHO TRISTE MAS É ASSIM O POETA, QUE CANTA A VIDA... UM GRANDE ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Maysa disse...

Lindo seu blog,este poema é maravilhoso.
Adorei ter parado aqui.
beijos e abraços

Poemas e Cotidiano disse...

Ola Frederico,
Prazer em conhece-lo e tambem seu Blog.
Que lindo poema. Lindo e triste. Mas muito lindo.
Gostei dessa "pista de vc mesmo".

Bjs
MARY

Ana Martins disse...

Que maravilha!!!
Gostei muito!

Beijinhos,
Ana Martins