23.1.09

Noite Fria


A noite fria cai sobre as pedras quentes
Que vão se amornando aos poucos;
O sol se pôs sereno sobre a colina
E o ocaso abraça toda a terra.
É um abraço de fímbrias laranjas
E de um azul que desmaia moribundo.
Eu caminhava nu sobre os pedregulhos
Sentindo em cada passo uma dor lancinante.
Um sopro gelado transpassava minhas costelas.
Ah, como o sol foi manso e quente ainda há pouco.
Dele só resta agora a lembrança;
Essa que se dissipa aos poucos
Como o calor que se esvai da larga pedra
Onde meu corpo exangue adormece.

Frederico Salvo

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Direitos efetivos sobre a obra.



7 comentários:

Liliana G. disse...

Frederico, continúo siguiendo tus pistas porque el alma de tu poesía es sentimiento puro. Un abrazo, amigo.

manzas disse...

Perfeito…

Passei para desejar um óptimo fim-de-semana…

O eterno abraço…

Aylton disse...

Fred,

Lindo poema, com as texturas das palavras que realmente nos conduzem para dentro. O seu blog é de uma leveza intensa e ao mesmo tempo de uma profundidade infinita, como deve ser a vida. Parabéns, do seu amigo Aylton e o mais novo e antigo leitor de suas páginas.

Aylton disse...

Fred,

Lindo poema, uma textura de belas palavras que nos conduz para um único sentido: o endentimento de nossas vidas. O seu blog tem a leveza essencial e a profundidade infinita que a vida precisa ter. Parabéns, do seu amigo Aylton e o mais novo e antigo leitor de suas palavras. Um grande abraço.

Aylton disse...

Fred,

Lindo poema, uma textura de belas palavras que nos conduz para um único sentido: o endentimento de nossas vidas. O seu blog tem a leveza essencial e a profundidade infinita que a vida precisa ter. Parabéns, do seu amigo Aylton e o mais novo e antigo leitor de suas palavras. Um grande abraço.

O mar me encanta completamente... disse...

Fred, as palavras ganham vida em tua poesia.
Amo estar aqui.

Meu carinho sempre.

Glória

fernando oliveira disse...

Frederico, eis um poema como gosto de escrever e gostaria de ter assinado, a natureza presta-se a estes exercicios quando possuimos os sentidos todos em alerta e com eles viajamos para paradeiros jamais encontrados ou sonhados, aqui, como noutros, o poeta refaz a terra que não é tão feia como dizem.

abraço

fernando