10.2.09

Rebento

Abruptamente me vem um verso
Que eu, mais que depressa, transcrevo.
Perguntar de onde vem? Não devo;
Anoto. Mesmo que disperso.

Em seguida outro verso salta;
Uma tímida imagem se esboça,
Tenaz persistência endossa
E eu sigo a tramar o que falta.

Amo, voo, ou conto uma história
Na cadência do pensamento,
Palheta de muitos matizes.

Versejar é mesmo uma glória
É como parir um rebento,
Traçando eternas cicatrizes.



Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra

5 comentários:

Liliana G. disse...

Hacer versos es descubrir el alma, revelar los sentimientos y también parir esas emociones que nos embargan. Hermoso, amigo.
Un gran cariño.

Mª Dolores Marques disse...

Ola Frederico.

Um belo poema, numa cadência perfeita...


Bjs

Dolores

manzas disse...

Acontece-me o mesmo caro amigo! Bom poema...

No castelo
Das expressões,
Estas palavras
Sobrevoam
O mundo inteiro…
Acorrenta e entoam
Paz aos corações
E aqui
Ao lê-las…
Ficarei prisioneiro

Uma semana carregada
De saúde,
Paz…
E muito amor.

O eterno abraço…

-MANZAS-

Carla por dentro disse...

Escrever...lava a alma, deixa-nos acordar para os sonhos.
Revelam-se segredos sem os contar.

José Silveira disse...

Caro amigo Poeta, seus versos saltam com desenvoltura e leveza, assim como merece toda poesia. Conheci sua obra escrita, faz tempo, e agora descobrir seu outro talento, a pintura. Parabenizo-o! inclusive pelo poema a Marina.
fraterno abraço poeta.
Silveira