3.5.09

Línguas


“Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão”.


Enquanto línguas cortantes, ferinas,
Só dão notícias das vidas alheias.
Enquanto arestas, farpas pequeninas
Se enroscam em ardilosas teias,
Outras entoam constantes, divinas,
Em outros pontos, em outras aldeias
A poesia de sensatas rimas,
A melodia de maviosas colcheias.
E nessa arte, desprendidas servem,
Enquanto as lavas desse mundo fervem
Num vulcanismo de intensa fúria.
São como botes contra a correnteza
Desafiando a humana natureza,
Num oceano de ingratidão e injúria.



Frederico Salvo

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Direitos efetivos sobre a obra.

4 comentários:

O mar me encanta completamente... disse...

As palavras têm força.
Por isso realmente, devem ser
usadas com critério e sabiamente.
Algumas podem ferir e matar.
Outras levantam, dâo novo alento.
Que bom te ler de novo, Fred.
E com tanta competência,com essa leveza
que é lhe é peculiar.

Beijinho...

Dalinha Catunda disse...

Olá Frederico,

Costumo pensar antes de falar, pois penso que as palavras são como vômitos depois que saem não há com engolí-las da volta.

Muito bom seu poema abordando o assunto.
Um abraço,
Dalinha

Liliana G. disse...

“Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão”.

Estoy totalmente de acuerdo, hay que saber valorar el tiempo y no perderlo en palabras truncas.

Tu poema, Fred, siempre cargado de una fuerza exraordinaria que mueve a la reflexión y a disfrutar de tus versos.

La pintura, exquisita.

Un beso inmenso, querido amigo.

DIGNIDADE CAMPOS DOS GOYTACAZES disse...

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