28.9.09

Vida crua


Por trás de um sorriso escancarado
Há sempre um certo tanto de amargura.
Além do dia claro, a noite escura,
Calma espera a tecer o seu bordado.
Mas, nesta mesma noite, as estrelas
Salpicam o manto negro desfraldado
De modo que o olhar desconcertado
Se enche d’esperança e brilho ao vê-las.
Aqui no peito agora é noite alta.
De algo que nem sei, eu sinto falta;
A fé espanta o breu da vida crua.
E mesmo ao sol que inunda essa varanda,
Sentindo o cheiro bom que a brisa manda,
Eu lembro a noite... olhando a clara lua.


Frederico Salvo.
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Direitos efetivos sobre a obra.

Um comentário:

RaSena disse...

olá, Frederico!
que coisa linda - me deixou sem palavras!!!
abraços