23.7.09

Cálice fecundo


Sobe o sol e rompe em virgem alvorada,
Sobre o azul turquesa sua luz emana.
Súbito clarão, chama soberana,
Sóbria mansidão ao fim da madrugada.
Sob excelso manto sinto-me menino,
Sábia luz que faz menor a quem exclama,
Sabe que enquanto o horizonte inflama
Salta em quem assiste um pouco de divino.
Sorvo da imagem (cálice fecundo),
Sinto a inspiração invadindo meu mundo,
Seiva que escreve minha poesia.
Salve, salve belo e grato nascimento,
Santa claridade mãe desse rebento
Solto na expressão da luz de um novo dia.


Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra.

4 comentários:

Mª Dolores Marques disse...

Um hino ao Sol, muito idêntico a um outro que conheço de um homem que esteve, está e estará para além de mim e de ti, estando, sempre....

Beijos e o meu carinho

VÓNY FERREIRA disse...

Frederico, conhecemos dos sites de literatura, e há muito que me delicio com o talento e a beleza dos seus escritos.
Gostei muito particularmente deste.
Bjs
Vóny Ferreira

angel disse...

Somente
Salvo
seria
Suficientemente
sério e
sincero a
sorver a
suavidade
serena e
sutil da
seiva
sussurrante da
simplicidade.

Parabéns .
Belissimo seu poema.
Abraço
angel

Anônimo disse...

Muito linda, Fred, essa luz de um novo dia. Abs, taliah.