Os que seguem minhas pistas

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Muito do que às vezes quero dizer não me vem de imediato e nem tampouco verbalmente. Vem como um turbilhão de palavras, um sopro vindo não sei de onde, indo não sei para onde. São essas as coisas que escrevo e das quais quero falar. São essas as imagens que me traduzem e que dão, espontaneamente, pequenas pistas de mim mesmo.

16.12.11

Desvario


Como entender a tua brejeirice
Enclausurada num furor de Beija
E a inocência leve de Alice
Subjugada a um qualquer que seja?

Como entender teus múltiplos deslizes,
A tua lógica dissimulada
E o passado, que habita em cicatrizes,
Aberto em ardente e tortuosa chaga?

Não há caminho, nunca houve nada;
Só um errante e cego desvario
Que se perdeu na torpe madrugada.

Um sonho louco, breve, fugidio.
Uma verdade crua, mascarada...

Realidade rude e vil.... no cio.


Frederico Salvo

1 comentários:

Anônimo disse...

Os perigos que a madrugada nos oferecem....
Só poderia mesmo terminar em desvario, dor, decepção e arrependimento.