Os que seguem minhas pistas

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Muito do que às vezes quero dizer não me vem de imediato e nem tampouco verbalmente. Vem como um turbilhão de palavras, um sopro vindo não sei de onde, indo não sei para onde. São essas as coisas que escrevo e das quais quero falar. São essas as imagens que me traduzem e que dão, espontaneamente, pequenas pistas de mim mesmo.

15.11.11

Confluência (Uma homenagem à amizade)



Olá, amigos leitores!!
Encontrei em meus arquivos de áudio mais uma das declamações feitas pelo meu amigo e radialista Odair Silveira, já falecido. Aqui ele declama essa homenagem à amizade, postada originalmente em julho de 2009. Espero que gostem. Grande abraço.





E que caminho outro haveria de ser meu
Além desse aqui em que um dia me encontraste?
Que outro destino haveria de ser seu
Senão o que a mim juntamente estiveste?

Seria ao acaso essa espontânea confluência
Que nossos riachos por hora experimentam
Tão somente fruto de vã coincidência,
Junção de quimeras qu’essas águas levavam?

Por que abraçaste meu liame de defeitos
E nunca julgaste meus gestos imperfeitos
Quais ventos num mar de constante tempestade?

Pergunto a mim mesmo qual a razão desse apreço.
Será mesmo meu Deus, que eu de fato mereço
Experimentar tão profunda e sincera amizade?


Frederico Salvo
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1 comentários:

Elaine disse...

Sim, confluência... Eis a primeira palavra.