
Onde houver luz existirá sombra.
Habitam juntas tristeza e alegria.
O breu da madrugada que agora assombra,
Quando alcançar o ápice será dia.
A água boa que debela a tua sede
Passeou n’alguma nuvem, evaporada.
Esse sono embalado em tua rede
Foi vigília quando veio a alvorada.
E do nada todas as coisas surgem;
Acho o avesso quando digo uma palavra.
Houve o feio quando a boca disse: _ Belo!
Pode intensa clareza ser vertigem.
Água calma poderá ser onda brava;
Como o prego tem por oposto o martelo.
Frederico Salvo
4 comentários:
Simplesmente Belo... Parabéns!
Seus sonetos são esculpidos em beleza e sentido. Lindo demais, Fred.
Abraço,
Sandra.
Olá, bom dia!
Passeando encontrei este seu espaço. O avesso das coisas. Gostei, em especial desta parte. "A água boa que debela a tua sede/Passeou n’alguma nuvem, evaporada."
Meus cumprimentos, poeta. Abraços/!
Lindo Fred. Parabéns.
Abraço,
Marilza
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