Não sei, por minhas palavras,Que juízo fazes de mim.
Sei apenas que elas encarnam
O gosto do que o mundo
Processa em meus sentimentos.
São minha derradeira vontade
De aliviar a alma do caminhar calado,
Ruminando tudo que estimula meus sentidos.
Escrevo, por pensar fazê-lo melhor
Que expressar verbalmente o que sinto,
Por ser este o caminho mais curto
Entre o espanto de estar vivo,
Receptor constante
De tudo o que acontece a minha volta
E esse que agora escreve
Na tentativa de fazer-se compreender
E da eterna e laboriosa luta
Por compreender melhor a si mesmo.
Frederico Salvo
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