
Quem é que vai pagar o pato
Por esse prato tão vazio,
Por esses pés nesse chão frio,
Sempre carentes de sapato?
Quem é que vai mover a palha
E desbancar esse aparato,
Rasgar de vez esse contrato
Que injustiça atroz espalha?
Todos estão tão ocupados
Na proteção da própria pele.
Poucos atentam para o fato
Que não se isentam os culpados
De serem vítimas daquele
Que um dia foi brando e cordato.
Frederico Salvo
2 comentários:
"É a possibilidade que me faz continuar e não a certeza. Uma espécie de aposta da minha parte. E embora me possam chamar sonhador, louco ou qualquer outra coisa, acredito que com Deus tudo é possível..."
Um lindo domingo e ótima semana!
abraços
Fred: conheço um pouco de Florbela Espanca, a poetisa da morte: "...e os meus vinte e três anos(sou tão nova!)/dizem baixinho a rir:que linda a vida!/Responde a minha dor: que linda a cova..."Mas o texto que vc traz dela é bonito!Abs, Tilah
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