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Queria dizer-te do amor, dos enganos
E das armadilhas que há nos caminhos.
Do que eu colhi ao longo dos anos,
Do cheiro da flor, da dor dos espinhos.
Queria dizer-te do quanto fiz planos,
Do quanto quis ter de novo teus carinhos.
E mesmo afirmar que, apesar de insanos,
Meus versos são aves que voltam p’ros ninhos
A procura de abrigo p'la noite escura,
Em busca de pouso p'la vida dura,
Que arrulham sozinhas p'la madrugada
Soluços do nosso convívio perdido. . .
Assim como esse soneto ferido
Somente é saudade feroz. . . e mais nada.
Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra.
2 comentários:
Continuas a escrever belíssimos poemas!
Um abraço
Meu querido Fred,
Um coração ferido e dilacerado pela saudade em versos perfeitos.
Vir até seu blog é sempre fantástico.
Beijinhos, meu poeta lindo!
Clarisse
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