

Na superfície polida ergue-se o monumento
Não há sol, não há chuva, sequer um movimento
Traços rústicos, simples, de serena leveza
Harmonizam silencio com intensa beleza
Sino em claustro, silente, calado
Portas fechadas,( incoerente pecado)
Inabalável força na cruz que resiste
Pela fé implacável, incansável persiste
Solo fecundo, quase imaculado.
Arbustos à frente, ao fundo, ao lado
Ao alto, a cruz na torre encravada
Rompe os céus pelos anjos arrebatada
Mas talvez seja a ausência de cor e de vida
Que faça a gravura parecer tão sentida
Outrora palco de alegria ou lamento
Refúgio ou pilar de qualquer sentimento
O que deu ao homem a torpe ilusão de poder?
A falta de fé, trocando o ser pelo ter
Guerra, traição, vidas perdidas, iniqüidades
Agoniza a infância na inversão das verdades
Natureza agredida, miséria, fome, censura
Juventude roubada, dor que consome, tortura
Mas ainda há tempo no templo sem fechadura
Há um caminho, uma pequena abertura
Resta ao mundo reaver a esperança
Talvez na inocência de uma criança
Invocando em prece o final da ambição
Num abraço honesto de irmão para irmão
Fé e honra, nobreza dos atos
Igualdade e justiça, verdades de fato
Fé sem nome, sem dono, sem cor ou nação
Vida plena e poesia declamada em canção.
A falta de fé, trocando o ser pelo ter
Guerra, traição, vidas perdidas, iniqüidades
Agoniza a infância na inversão das verdades
Natureza agredida, miséria, fome, censura
Juventude roubada, dor que consome, tortura
Mas ainda há tempo no templo sem fechadura
Há um caminho, uma pequena abertura
Resta ao mundo reaver a esperança
Talvez na inocência de uma criança
Invocando em prece o final da ambição
Num abraço honesto de irmão para irmão
Fé e honra, nobreza dos atos
Igualdade e justiça, verdades de fato
Fé sem nome, sem dono, sem cor ou nação
Vida plena e poesia declamada em canção.
Márcia Oliveira
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Frederico Salvo.
6 comentários:
¡Hola Márcia! Un gusto volver a encontrarte nuevamente y con un poema con tanto sentimiento y tan mágico. ¡Felicitaciones, amiga!
Un gran beso para vos y mis saludos a Fred.
Parabéns à Marcia pelo lindo poema.
E parabéns ao Frederico que quase fez de um desenho uma autentica fotografia, excelente.
Eu pinto mas não desenho com perfeição...e nunca chegarei perto daquilo que aqui mostra nesta igreja que me parece a da foto do blog não?
Beijinhos e feliz dia (semana)da Mulher para sua amiga Márcia e para si uma boa semana com meu carinho em gotinhas sempre.
Belo quadro e poema amigo!
Sublimes versos escapam das almas dos poetas
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no tecto brilhando poesias inquietas
Reflectindo olhos orvalhados em prados de emoções
Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...
Bem hajam!
Um resto de uma boa semana...
O eterno abraço…
-MANZAS-
Frederico Salvo.
FÉ DE Márcia Oliveira, merece destaque na leitura, uma alma poeta chega a sentir o que você escreveu acima, ela transcendeu tudo na sua arte poética. Continue a nos brindar com sua infinita alma poética,
Efigênia Coutinho
Vir te ver, é garantia de belos e inteligentes textos.
Esse em especial deixou-me a pensar.
Espero que a noite lhe encontre feliz!
Bj em seu coração, querido.
É verdadeiramente um artista.
Artista das penas. Penas que escrevem palavras e penas que retratam o mundo em forma de desenhos.
Também gosto de pintar quadros, mas não sou artista, sou apenas ensaista.
Abraço
Angel
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