
Meu coração, esse pote quebrado,
Ainda guarda um palmo d’água fresca
Que afasta a sede, nutre e me refresca
Pelo deserto onde tenho andado.
É essa água que ainda me resta
Que umedece o peito ressecado,
Que mesmo pouca, supre e tem me dado
Alguma luz que a esperança empresta.
Meu coração, esse pote quebrado,
Guarda em seu bojo, precioso fluido
Que me dá vida quando a mim perpassa.
Néctar divino, líquido sagrado,
Que eu não a tenha à míngua por descuido.
Nunca me falte, mesmo sendo escassa.
Frederico Salvo
Um comentário:
Água, essência.
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