
A amarga continência da volúpia
Prudentemente poda o sentimento
Que solto quer voar conforme o vento,
E louco, convencer-me do contrário.
Em ti, imaginar não poderia,
Que houvesse, para a vida, mais sentido
E nem, tampouco, tanto colorido
Nas horas em perfeita companhia.
Um passo para trás, outro ao começo
E a dúvida cruel por qual padeço,
Um ósculo imprime em minha face.
Mas eu, me esmolambando de desejo,
Esqueço o gosto amargo desse beijo
E dou de ombro às dores desse impasse.
Frederico Salvo
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