
A tempo ainda, de roldão, por tudo...
De mergulhar novamente, com tato,
Impregnado desse “entregar-me” inato
Que põe entre nós o medo como escudo.
Enveredado em ti, ardo como louco,
Do teu olhar retiro meu sustento
E nossos corpos nus e juntos ao relento,
De serem um só, escapam por bem pouco.
Deixas em mim, no peito, tatuado
A marca d’um querer imenso, desmedido.
E uma pedra sobre as dores do passado.
Inédita canção brincando em meu ouvido.
Da boca prolixa o inaudito brado.
Mistura estonteante de amor e libido.
Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra.
Um comentário:
Belíssimo! Gosto de navegar nos versos seus...
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