
Não fere os olhos o sol agora.
É horário de olhá-lo de frente,
Pôr nele os sonhos se for aurora,
Se crepúsculo, o coração latente.
E rir um riso de fogo brando
Sob o rubro-laranja do divino.
Sentir a alma se esvaziando,
Tornar-se puro feito um menino.
Flui o sangue nutrindo as células,
Arde a chama clareando a mente,
Faz-se a vida num ciclo perfeito.
Como flor d’incandescentes pétalas
Tenho um sol sereno à minha frente,
Um outro ardendo dentro do peito.
Frederico Salvo
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Direitos efetivos sobre a obra.
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