
Nem mesmo toda distância desse mundo.
Nem hoje, nem amanhã, nem no ocaso.
Acaso navegue o barco em mar profundo
Ou singre pelo ribeiro em leito raso.
Nem mesmo a rapidez de um segundo
Ou tempo distribuído em menor prazo.
Nem caso que torne o fértil, infecundo
Ou plante minha semente n’outro vaso,
Faria com que de ti eu me esquecesse,
Traria ao meu querer algum atraso
E o ardor, impediria de ir mais fundo.
Porque se em outras paragens me escondesse,
Nas terras desconhecidas do descaso,
Seria o amor, do peito, oriundo.
Frederico Salvo
Um comentário:
Nunca abafar a memória é o meu lema.
Gostei muito deste texto :)
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