
( A minha querida e saudosa Avó Petrina).
Quando for chegada a hora de rever-te
E lançar-me qual menino no teu colo,
Serás tu, dessa semente, como o solo,
Um abrigo caloroso a abraçar-me.
Como foste outrora quando pareces-te
Ser atada à eternidade, um esteio
Que do amor depositado em teu seio,
Veio a ser inabalável e inconteste.
Tenho em mim, do rosto teu, lembrança clara,
Uma fonte inspiradora que agora
Vem brincar nos versos meus como saudade.
Quando for chegada, então, a minha hora,
Vem correndo ao meu encontro e me ampara
Pela mão me leva como em tenra idade.
Frederico Salvo
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