
Não sei exatamente o que falar agora.
Portanto, resolvi escrever sobre o nada.
Começo retirando os minutos das horas;
Números, ponteiros, arranco e lanço fora.
Balanço cada página do meu diário
E junto meus poemas todos na lixeira.
Desmancho cada data do meu calendário
E guardo meus anseios vãos na geladeira.
Eu solto da janela as penas da saudade
E uma a uma apago as luzes do futuro.
No ralo do banheiro a razão atiro.
Enterro no quintal lembranças de amizade,
Depois na minha cama, no meu quarto escuro...
Deitado, fecho os olhos, esqueço e não respiro.
Frederico Salvo
Um comentário:
Meu amigo!
Que poesia mais bem feita, de uma forma tao precisa, e muito FORTE! Gostei muito, muito dessa poesia.
Quisera eu pensar no "nada" e sair uma poesia assim!
Parabens pela inspiracao!
Beijos
Mary
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